
Ainda no hotel, Alfredo e Isabela degustavam o jantar feito sob encomenda. Pela janela do restaurante, observavam o movimento acentuado na rua.
Era uma noite agradável, com temperatura acima dos vinte graus. Durante a refeição, os dois conversaram sobre as primeiras impressões do Rio.
Naquelas quatro horas de estádia, observaram poucas coisas, porém, Isabela, atenta, falou sobre a sujeira visual da cidade.
Ela falou que, no trajeto do táxi, havia notado muitas pichações, sobretudo, em prédios antigos, bonitos, que deveriam estar preservados, restaurados.
Mencionou que, na sua cidade natal, no Rio Grande do Sul, existia uma iniciativa municipal para preservar e resgatar, estruturalmente, os patrimônios da cidade, como as construções mais antigas.
Falou com conhecimento de causa. Disse que na capital carioca deveria ocorrer o mesmo. Escutando atentamente, Alfredo concordara.
Na seqüência, ele mencionou que um povo sem história, que não recorda o passado, é um povo inacabado.
Segundo ele, a história servia de base, de parâmetro, como referência , para não cometer os mesmos erros no futuro.
Quer dizer, eles concordavam no mesmo ponto: era preciso resgatar a história.
Além disso, Isabela notou que as comunidades tinham sido erguidas desordenadamente, em um grande dominó da indústria civil, sem diploma.
Por isso, exclamou:
- Li uma reportagem que o Rio de Janeiro tinha mais de quinhentas comunidades. E não nasceram quinhentas de uma hora para outra. Pior que a grande maioria não tem registro de casa própria, isto é, não são considerados cidadãos.
Enquanto comia, Alfredo concordava balançando positivamente a cabeça. Isabela continuara o discurso:
- O governo faz vistas grossas porque perdeu o controle. Foi derrotado pela incapacidade política de gerenciar uma cidade.
Em contrapartida, relembrando o passado, Alfredo falou:
- O Rio ainda sofre as conseqüências de uma sociedade aristocrata, da monarquia, que sugava todas as riquezas e distribuía para poucos. Mas, segunda, tu vais conhecer o Catete e a história do pai dos pobres.
Ele se referia ao palácio do Catete, onde Getúlio Vargas, na década de 1950, virou o “pai dos pobres” com suas leis trabalhistas e a proposta de um novo Brasil.
Por trabalharem na comunicação, os dois se interessavam por tudo. Desde as paisagens até os problemas sociais e urbanísticos.
Encaravam a viagem como passeio e aprendizagem. Assim, eram 1h20min quando terminaram de jantar. No local, poucos casais ainda permaneciam no restaurante.
Ainda sentados, Alfredo convidou Isabela para sair, pegar um táxi e conhecer algum lugar. Sugeriu a Lapa.
À noite estava bonita na rua, com céu estrelado e um vento refrescante. Mas ela, demonstrando preguiça, não dava sinais de vontade.
Então, sem pensar muitos, ele disse:
- Ou ficamos por aqui, dormimos cedo, e amanhã, de manhã, vamos dar uma volta em Copacabana.
Isabela abriu um sorriso e concordou. Desse jeito, saíram do restaurante e foram pegar uma brisa na calçada do hotel.
Observaram que o bar, localizado na frente, e a padaria, na esquina, estavam abertos.
E nos dois lugares o movimento permanecia acentuado.
Diferentemente de Porto Alegre onde, durante a noite, as ruas costumavam ficar vazias. A capital carioca tinha outro ritmo.
Afinal, tratava-se de uma cidade bem maior. No território, o Rio equivalia a duas Porto alegre. Mas com uma população quase seis vezes maior.
Antes de subir ao quarto, Alfredo avisou que iria na padaria para comprar água, e alguns doces.
Lá, notou algumas peculiaridades. O caixa ficava atrás das grades. Era um quadrado cercado onde, dentro dele, havia um senhor com uma máquina registradora.
Também havia alguns doces e balas.
Todavia, ele viu que o comércio oferecia muitas coisas, inclusive, bebidas alcoólicas no balcão ao lado. E a freguesia tava formada.
Era um bar-padaria. Achou inusitado. Com isso, após reconhecer o terreno, comprou três garrafas de água, alguns chocolates, e voltou para o hotel.
No saguão, reencontrou Isabela, que folhava um jornal, e subiram para o quarto. Era 1h40min.
Chegando aos aposentos, ligaram o ar-condicionado no máximo e comeram alguns doces.
Ficaram deitados na cama, conversando. No quarto, o ar gelado não diminuía o frescor ardente da paixão. O desejo sobressaia.
Com isso, de sobremesa, além dos chocolates, novamente deliciaram-se de amor e carícias. Passava das 3h00min da manhã quando, finalmente, adormeceram abraçados.
A manhã em Copacabana.
O amanhecer de domingo trazia um sol forte e muito calor. Os dois acordaram às 9h00min e foram tomar café no restaurante do hotel.
Pela janela, olharam o lindo dia lá fora. Durante a refeição, combinaram de ir conhecer Copacabana, pois, pela tarde, teriam o passeio de van.
O calor fazia-se presente e, antes de sair, Isabela decidiu voltar ao quarto para colocar um biquíni. Também queria pegar a máquina fotográfica.
Alfredo estava de bermudas, chinelo, e camiseta. Pronto para a praia. No entanto, fez uma recomendação para Isabela:
- Não traz celular, carteira, relógio. Quanto menos coisas para chamar a atenção, melhor, mais tranqüilos ficamos.
A visão do Rio irradiada pelos meios de comunicação plantara o horror, falava em arrastões, trombadinhas, assaltos. O cuidado era necessário.
Portanto, alimentados, pegaram um táxi para Copacabana. No caminho, passaram pelo Palácio do Catete e viram o grande movimento no aterro do Flamengo.
Significava um domingo típico carioca: de sol e praia.
No trajeto, Isabela, anestesiada com tanta beleza, observara tudo. Incrivelmente, o sol, no Rio, parecia brilhar mais forte, com mais vontade.
O sol trazia uma claridade diferente à cidade.
Um brilho que acentuava o contraste entre os prédios e os morros. A mescla do verde da natureza, o azul das águas, e o colorido dos prédios, da rua, das pessoas.
Uma cidade, de fato, maravilhosa.
Na conversa com o taxista, Alfredo mencionava sua surpresa com o pouco número de motoboys nas ruas.
O taxista comentou que existia bastante, sobretudo, na zona norte. Porém, com menor quantidade se comparado com São Paulo.
O motorista mencionou que as motos eram mais utilizadas nas favelas, pelo fácil acesso nas vielas das comunidades.
Mas disse que, circulando pela cidade, realmente não era grande o número. Falou que existiam mais vans, muitas ilegais, que faziam o percurso entre os bairros.
Antes de chegarem a Avenida Atlântica, em Copacabana, o taxista finalizou a corrida.
Avisou que não poderia ir mais além porque a Avenida ficava interrompida no domingo.
Assim, depois de acertar a conta, os dois saíram de mãos dadas caminhando pelas ruas da zona sul.
O movimento de pessoas em direção a praia mostrava a dimensão populacional da cidade. O grande número relembrava a Rua da Praia, em dia de semana.
Na caminhada, notaram uma praça pública totalmente cercada, coisa rara em Porto alegre.
Depois de alguns minutos, quando chegaram a Avenida Atlântica, diante de um visual alucinante, onde a beleza natural se confunde com a grandeza e imponência dos prédios, Isabela ficou quieta durante alguns segundos, só observando.
Alfredo já conhecia o bairro, de outra oportunidade, mas não escondia a satisfação de estar ali, com Isabela.
Estava eufórico em ver a felicidade dela. Aliás, essa era sua maior alegria, fazer ela feliz.
Na imensidão da areia, turistas e cariocas aproveitavam aquela manhã de sol.
Na avenida, onde os carros trafegam, uma imensidão de pessoas caminhava, andava de bicicleta, passeava com a família.
No canteiro central da avenida, os dois tiraram diversas fotos. Alfredo fotografara Isabela em vários ângulos, direções.
Caminharam felizes no calçadão, como dois cariocas típicos.
Mais adiante, sentaram em um banco quando vistavam, de um lado, o forte de Copacabana e, de outro, o Pão de açúcar.
Ali próximo, em uma barraquinha, pediram duas águas de coco. Enquanto isso, Isabela fotografava tudo.
Conversando, Alfredo justificava a alegria do povo carioca. Falou:
- Imagina viver aqui, olhando pra isso tudo, todo dia... A impressão que dá é que, aqui, não precisa de dinheiro para ser feliz..
Falou apontando para os inúmeros campos de futebol de areia, futvôlei, vôlei de praia. Todos lotados de gente.
Devido ao clima, e belezas naturais, observaram que o povo carioca cultua o corpo, a boa forma física.
Por isso, Alfredo sentia-se “estranho” de bermuda, pois, na praia, o traje mais usado era a sunga.
Degustando água de coco, e com os olhos brilhando de contentamento, Isabela admirava o visual. O calor era tão grande que os dois resolveram refrescar-se no mar.
Então, depois de um banho caprichado em águas cariocas, Alfredo sugeriu que fossem até a estátua do poeta Carlos Drummond de Andrade, localizada perto do Forte de Copacabana.
Ela concordou e, assim, pela areia, caminharam até lá.
Chegando na estátua, pediram auxilio para alguns pedestres que serviram de fotógrafos e tiraram fotos do casal abraçado ao poeta.
Foi uma manhã memorável.
Perto do meio-dia, resolveram retornar ao hotel para não perder a van que sairia depois do almoço. Na volta, atento as informações, pegaram o metrô.
Alfredo sabia que era tranqüilo o transporte e que, para chegar ao hotel, bastava descer na estação “Largo do Machado” ou do “Catete”.
Saindo do metrô, antes de chegar ao hotel, Isabela sugeriu comprar um lanche na padaria para o almoço. Afinal, já tinham se alimentado bem no café.
Alfredo concordou e eles foram até a padaria. Pediram croissant, pastéis, refrigerantes e alguns doces.
Compraram alguns jornais para saber o que acontecia na cidade e outros para levarem. Eles se interessavam na diagramação dos jornais.
Depois das compras, retornaram ao hotel para descansarem. O sol era forte. Já no quarto, foram tomar uma ducha.
Refrescados, com o ar-condicionado no máximo, esparramaram-se na cama.
Entre beijos e abraços, por ali ficaram. O assunto permanente era as boas impressões e contradições do Rio.
Corcovado, bondinho e Lapa.
Assim sendo, depois de um cochilo, perto das 14h00min, desceram ao hall do hotel para pegar a van. Junto com eles, três casais e duas crianças fariam o passeio.
Pelo linguajar, seria um passeio internacional. Com alguns “bonjour”, Isabela e Alfredo notaram que havia um casal francês.
Mas, como o mundo é pequeno, também ouviram um “tchê” sendo pronunciado.
Para a surpresa de ambos, o motorista da van, que faria o passeio, era um gaúcho de São Borja, radicado no Rio.
Na verdade, tratava-se de um pequeno empresário.
Após essa coincidência, embarcaram rumo ao Corcovado, local onde está a estátua de 38 metros do Cristo Redentor, no Parque Nacional da Tijuca.
Durante o deslocamento, Isabela e Alfredo olhavam a cidade pela janela da van. Em certa altura, Alfredo questionou:
- Não te falei que a zona sul carioca é a mais bonita do mundo..
Chegando ao Parque, pagaram as taxas e começaram a subir o morro pelas ruas estreitas erguidas no meio da mata. Isabela fez questão de pagar o seu ingresso.
Quando desembarcaram da van, os dois estavam diante do Cristo. Ele, de braços abertos, esperava os turistas. Isabela não conteve a emoção.
Deixou escapar algumas lágrimas por debaixo dos óculos. Do alto do morro, perplexos, admiravam a mais bela obra do criador.
Abraçados, em clima de romance, olhavam os morros caprichosamente espalhados.
Em meio a muitos turistas, na maioria estrangeiros, enxergaram prédios, a Lagoa Rodrigo de Freitas, o Pão de açúcar e a Pedra da Gávea, o maior bloco de Pedra, a beira-mar, do planeta.
Eles tiraram várias fotos, inclusive, a mais tradicional: com os braços abertos, diante do Cristo. Ficaram ali por cerca de quarenta e cinco minutos.
Perto das 17h00min, regressaram à van e dirigiram-se ao Pão de Açúcar. Nessa altura, os dois pareciam estar em lua de mel.
Havia uma grande troca de carinhos, gentilezas, e a sensação que ficava era que Alfredo e Isabela estavam recém casados.
Chegando a praia Vermelha, as imponentes pedras impressionavam. Alfredo e Isabela decidiram pegar o bondinho até o Pão de Açúcar.
Pagaram aproximadamente R$ 100 reais nos dois ingressos. E aproveitaram tirando muitas fotos.
Apreciando aquele cenário natural, através de binóclios espalhados nos mirantes, identificaram a ponte Rio-Niterói, o Maracanã, o Cristo, e todas as maravilhosas maravilhas da cidade carioca.
No morro da Urca, Alfredo notou que muitas pessoas subiam até lá por trilhas, no meio da mata, sem pagar o bondinho, e comentou o fato com Isabela.
Isabela disse que deveria ser um passeio espetacular, cheio de aventura, mas que requeria tempo para a caminhada.
Quem sabe, planejavam outra viagem para isso.
Assim, ficaram no ponto turístico até as 18h50min. Saindo de lá, já noite, pegaram a van e foram à Lapa.
No caminho, Alfredo pensou em convidar um casal de amigos. Eles moravam no bairro do Flamengo, perto do Catete, e sabiam os lugares mais divertidos na Lapa.
Isabela não se incomodou.
Assim, ele ligou e convidou. Marcaram em um restaurante na Avenida Mem de Sá.
Quando chegaram ao bairro, desceram e avistaram os Arcos. Os dois sabiam que a noite seria diferente. O clima era de festa, com muita gente na rua.
O ambiente transpirava gandaia, anarquia, folia. Na chegada, tiveram um exemplo disto.
No meio do vasto gramado verde, em frente aos Arcos, um senhor, sem camisa, dava um show.
Sozinho, cercado por diversas pessoas, muitos turistas, ele havia improvisado uma bateria com baldes e objetos de metal. Parecia uma bateria reciclável.
Diante do instrumento original, o senhor tocava como um virtuoso. Não tinha banda, era só ele.
Depois de cada solo batucado, anunciava onde ficava a caixa para contribuições. E Alfredo foi até lá para deixar dois reais.
Diante de tal panorama, caminhando pela Lapa, viram muitas casas antigas. Dentro delas, vinha sons de todo tipo. Era samba aqui, forró ali, chorinho acolá.
Então, acharam o restaurante marcado para encontrar o casal de amigos e sentaram.
Enquanto aguardavam, decidiram comer alguma coisa.
Já instalados, pediram o cardápio. Isabela sugeriu uma porção de fritas e Alfredo à cerveja.
O clima quente diminuía a fome e, ao mesmo tempo, o pedido relembrava o primeiro encontro, em Porto Alegre, na Cidade Baixa.
Portanto, quando os dois já comiam as batatas, o casal chegou. Chamavam-se Sérgio e Vanessa, dois gaúchos que tentavam a sorte na capital carioca.
O casal morava no Rio há cinco anos. Quando se viram, em meio aos cumprimentos, Sérgio exclamou:
- O que tu anda fazendo por aqui loco?
Brincando, Alfredo respondeu que estava em lua de mel não oficial. Isabela riu.
Em pouco tempo, Vanessa e Isabela ficaram amigas, acharam diversos pontos em comum.
No outro lado, Alfredo e Sérgio falavam sobre futebol, as glórias e fracassos do futebol gaúcho, as lembranças do passado, etc.
Emplacaram uma conversa e pediram mais uma porção de fritas.
Quer dizer, a atmosfera era familiar, porém, no território, estavam no berço da cultura brasileira.
Conversa vai, conversa vem, o tempo foi passando, a Lapa foi enchendo, e as garrafas de cerveja se multiplicavam na mesa.
Entretanto, não havia preocupações, pois ninguém estava dirigindo.
Logo, perto da meia-noite, Sérgio sugeriu que ambos conhecem o Circo Voador, uma das casas de shows mais tradicionais do País.
Diante de nenhuma objeção, decidiram conhecer o local que ficava quase embaixo dos Arcos da Lapa.
Dividiram a conta e saíram do restaurante. Conversando, e caminhando lentamente até o Circo Voador, Sérgio comentou que, no Rio, dificilmente via ruas desertas, sem movimento.
Isto é, a privacidade urbana era praticamente nula.
Quando chegaram ao Circo Voador, na entrada da casa de show tiveram essa contestação. O local estava cheio, tomado.
Alfredo perguntou quem seria a atração da noite e, de resposta, soube o motivo de tamanha agitação.
A madrinha do samba, Beth Carvalho, faria show ali. Sem pensar duas vezes, entraram na fila e compraram os ingressos.
Alfredo e Isabela não só conheceriam um lugar lendário na música como, de brinde, presenciariam um show de samba na terra samba.
Proporcionalmente, era a mesma coisa que um turista ver uma apresentação tradicionalista, em um CTG, no rio Grande do Sul.
Dessa maneira, após ingressaram nas dependências da casa, posicionaram-se no segundo piso da casa. Aguardaram cerca de trinta minutos a madrinha do samba.
Ao entrar no palco, ovacionada pelos presentes, Beth Carvalho começou o show com “andanças”.
Com uma energia única, de arrepiar, o público cantava todas as frases. Cerca de dois mil passistas e porta-estandartes.
Dançando, sambando, com os braços levantados, pareciam agradecer aos deuses. Alegria pura.
Isabela sambava à moda gaúcha e Alfredo, atrás dela, acompanhava o ritmo com a malemolência de um peão. Suas mãos estavam fixadas na cintura dela.
Do lado deles, o casal gaúcho, familiarizado, completamente adaptado, sambava como cariocas da gema.
No palco do Circo Voador, o show prosseguia com as melhores energias.
De tal modo, quando a madrinha do samba iniciou a música “teu jeito de sorrir” o público teve seu apogeu.
Cantarolavam a letra quando Beth Carvalho iniciou a música:
Não foi teu olhar/ Não foi teu andar/ Foi teu jeito de sorrir/ Que me cativou/ Que me fez sonhar/ Fez meu mundo se abrir/ Sofrido, carente/ Cansado demais/ O meu coração/ Encontrou a paz/ Se estou ao seu lado/ Esqueço o passado/ E mergulho nesse amor..
Sorrindo, expondo as covinhas sedutoras, Isabela olhou para Alfredo. Ele retribui com beijos e abraços demorados.
Sua alegria era ver as covinhas de felicidade dela. No seu ouvido, envolvida, Isabela cantava a música:
- O nosso amor é luz do luar, é sol de queimar, estrela que vem para abençoar, porque o nosso amor é pra vida inteira...
Ou seja, diante dos fatos, só uma catástrofe separaria os dois.
Continua..
-------
Contextualizando a cena acima, a madrinha do samba Beth Carvalho em "teu jeito de sorrir"..





